Tradução Artigo: My World is a Square, so is my Critical Path

12 julho, 2009

Dando sequência aos posts comemorativos dos 50 anos do método PERT/CPM, segue abaixo uma traduação livre do excelente artigo do Peter Mello sobre algumas reflexões envolvendo o caminho crítico. Este artigo foi publicado na revista PM World Today – Maio 2009 (Volume XI, Edição V).

O arquivo original (em inglês) encontra-se no fim deste post para download.

pmworld_today

Artigo: My World is a square, so is my Critical Path

por:  Peter Berndt de Souza Mello – peter.mello@x25.com.br

Eu não consigo entender a audácia daqueles que consideram o caminho crítico como sendo uma palavra registrada.

Já é hora de nós “viajarmos”. Me dêem uma folga, pelo amor de deus.

Todos nós conhecemos a importância do método do caminho crítico. Mas isto não da a ninguém o direito de dizer que somente se você encontrar o a seqüência de atividades com folga zero você terá o caminho crítico do projeto!

Meu projeto tem o caminho crítico no momento em que eu penso nele pela primeira vez! Pelo estabelecimento da minha data desejada de inicio e minha data desejada de término, eu já tenho o caminho crítico. Eu simplesmente não sei ainda onde ele está.

Infelizmente buscando pela Internet por uma definição de caminho crítico, vou encontrar nove em dez referências começando assim: “Caminho Crítico é aquela seqüência de atividades com folga zero ou sem folga.” Isso é tudo? Isto sempre será verdadeiro ?

Estou cansado dos experts em CPM que dizem que se um projeto tem folga no seu caminho crítico, então você esta olhando para a seqüência errada de atividades no projeto. É uma verdade divina que tal caminho pode existir somente se não tivermos folgas?

Primeiro de tudo, deixe-me relembrar uma pequena história, quando James E Kelly outros na DUPONT desenvolveram tal método, o objetivo era “estabelecer a mais longa seqüência de atividades necessárias para estabelecer a menor duração para se concluir o projeto” Não existe conceito de folga neste objetivo e não existem questões em como alcançar tal resultado. Encontrar atividades com folga zero é de fato um subproduto do método. Esta é a forma que alguns encontram parte da resposta para a verdadeira questão.

Certamente o CPM pode funcionar em muitos cenários, especialmente com uma falta de complexidade das condições da vida real além de dependências nas tarefas. Eu estou certo de que o CPM é muito melhor que nada, mas este método também não é nem próximo do melhor.

E por favor, não pense que estou escrevendo tudo isto para dizer que o CCPM, SDPM, RCS ou RCP devem ser melhores. Eu não vou explicar estes conceitos, métodos, acrônimos ou seus resultados. Este texto não é sobre encontrar a solução perfeita para o descobrimento do verdadeiro caminho crítico. É sobre restaurar o significado do caminho crítico: Deve ser qualquer seqüência de tarefas que você deve prestar atenção para preservar os objetivos do planejamento de tempo, custo e escopo (acompanhado dos outros objetivos do projeto).

O método do caminho crítico deve ajuda-lo a localizar as atividades críticas. Raramente ele irá encontrar todas elas, mas ira ajudá-lo a identificar as mais importantes das importantes. Estas atividades críticas não contêm folgas, e eu sei que qualquer atraso ocorrido nestas atividades deve atrasar o projeto. Mas elas devem ser críticas por que consomem uma grande quantidade de dinheiro ou tomam os recursos mais qualificados ou talvez sejam mais arriscadas que outras atividades. Se eu puder utilizar o CPM para matematicamente encontrar muitas atividades que estão no caminho crítico, ótimo; se eu puder utilizar o método RCP para matematicamente encontrar melhores soluções para minhas questões, maravilhoso. Se nada funcionar eu ainda necessito ser capaz de descobrir quais são as atividades críticas e qual será meu caminho crítico.

Sem copyrights! Sem brigas extremistas para defender qualquer método! Vamos comprender que o mundo é redondo e que entende que cada projeto terá um ou mais caminhos críticos que cuidar, com ou sem folgas.

Uma vez que entendamos este conceito, ai podemos provacar os os matemáticos e fornecedores para finalmente encontrar-nos as respostas. Meu caminho crítico tem algumas folgas, e o de vocês ?

Peter Mello

Peter Mello, PMI-SP, PMP, SpS

Autor

Nota do autor:  Se você leu ese artigo até o fim, eu ficaria grato pelo seu feedback (peter.mello@x25.com.br).

- Para ler a reportagem completa em inglês:


Reportagem: Planejamento de Obras – É assim que se faz

2 outubro, 2008

Revista Construção Mercado – n. 12 – Julho 2002

Por: Mariuza Rodrigues

O planejamento de obras, por incrível que pareça, ainda é uma incógnita para muitas construtoras brasileiras.

Empresas mais estruturadas até conseguiram aperfeiçoar sistemas de planejamento às suas necessidades e perfil. Mas existe ainda um universo que não descobriu os meandros do planejamento como um meio de melhorar a produtividade e reduzir perdas.

Muitas empresas temem o excesso de burocracia e acreditam que os instrumentos de planejamento não atendem ao seu porte ou método de trabalho.

Essas empresas desconhecem que hoje existem desde métodos mais complexos aos mais simplificados. No último caso, essas ferramentas conseguem atender a empresas de pequeno e médio porte, com resultados positivos em matéria de prazos e custos. “Grande parte dos diagnósticos da construção civil, realizados até hoje, indicam que muitos problemas do setor – baixa produtividade, incidência de perdas, ocorrência de acidentes – têm entre as principais causas a falta de planejamento”, diz Carlos Torres Formoso, do Norie (Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Quem procura informações sobre estratégias de planejamento pode recorrer a livros, sites, softwares e consultorias que tentam desvendar as várias faces do assunto. Entre eles, podemos citar o livro “Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil” (Editora Pini), do engenheiro Pedrinho Goldman, que traça um roteiro básico dessa atividade. Uma das principais características do planejamento, diz o autor, é o elo com os demais departamentos da empresa – arquitetura, financeiro e contábil. Muitas empresas chegam a criar um departamento só para cuidar dessa atividade.

“No entanto, quando começam a crescer, torna-se necessário a centralização de tantos dados e informações”, diz Goldman. Segundo o autor, essa área detém ainda uma importante tarefa junto à engenharia.

“O planejamento responde em conjunto pela escolha dos materiais, apropriação dos serviços e adoção das soluções adotadas no dia-a-dia da obra.”

Leia o resto deste post »


Artigo: Modelagem de um Sistema de PCP para Construção Pesada

17 setembro, 2008

Autores do Artigo:

ANTÔNIO SÉRGIO DE SOUZA (antonio@dep.ufmg.br) – UFMG

FERNANDA DE FARIA ABREU (fernandabreubh@hotmail.com) – UFMG

Resumo:

The way that points this essay is the life cycle of the project, and certainly is one of main features of the enterprise. Considering then, the project as an enterprise that must be detailed when developed, showing very interesting dimension of life cycle stages. The leading of the enterprise clearly and precisely expressed by the life of cycle permits to crystallize the roll of the management system on planning way, in order to permit in each stage conditions to provide the necessity of the system. Therefore, it must have the capacity and flexibility, that permit the evolution through the time. We also give emphases to the uncertain aspect, that is inherent in projects, that takes particular conceptions in the function of managing projects.

- Para ler o artigo completo em português faça o download:


Reportagem: Plano Certeiro

16 setembro, 2008

Por: Eloisa Medeiros

Revista: Construção & Mercado – 85 – Agosto / 2008

.

Conheça as principais metodologias de planejamento de obras e saiba como elas estão sendo aplicadas em construtoras de todos os portes

Em tempos de acirramento da concorrência, prazos apertados e encarecimento da mão-de-obra, o planejamento ganha ainda mais importância para garantir obras produtivas, com qualidade e entregues no prazo. Disseminado principalmente nas grandes e médias empresas, ainda falta, no entanto, alcançar um contingente maior de pequenas construtoras. No entanto, esse quadro tende a mudar. “Com o crescimento do mercado e o aumento do número de obras, as construtoras já perceberam a importância do planejamento de obras”, declara Márcia Menezes dos Santos, diretora técnica da Unidade de Projetos Especiais do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações).

O planejamento inclui plano diretor de toda a obra (longo prazo), e também estudos de médio e curto prazo, focando as metas da equipe e programações diárias por pavimento. Engloba, também, o planejamento de contratações de mão-de-obra e de custos e orçamento. Com tudo isso equacionado e amarrado, as probabilidades de ocorrerem erros, retrabalhos, desperdícios e atrasos ficam reduzidas.

Para auxiliar nessa tarefa, o mercado dispõe de conceitos e filosofias mais gerais, metodologias para implantação de etapas, ferramentas de planejamento e também softwares que ajudam a quantificar e a “enxergar” problemas e soluções. São camadas de conhecimentos que podem ser combinadas pelas construtoras, de acordo com a sua cultura empresarial e a especificidade e porte de cada obra. Entre as filosofias, metodologias e ferramentas estão: PDCA (planejar/desempenhar/controlar/agir), LOB (linha de balanço), EAP (Estrutura Analítica do Projeto), Last Planner, Método do Valor Agregado e Caminho Crítico, lean thinking (filosofia da mentalidade enxuta), Pert/CPM (Técnica de Avaliação e Revisão de Projetos/Método do Caminho Crítico), entre outras.

Márcia explica que o que varia entre as empresas é o grau de detalhamento do planejamento, que é maior naquelas que têm uma área de planejamento bem estruturada ou que terceirizam tal atividade. “As demais, em geral, atribuem tal função à equipe de engenharia da obra, que, muitas vezes, não tem possibilidade de cobrir todas as minúcias”, constata.

.

Etapas

Teste

Erros no planejamento de campo levam ao descrédito do cronograma, tendo conseqüências na produtividade e motivação das equipes.

A elaboração do planejamento não só é um meio eficaz para melhorar a produtividade e evitar perdas, mas também uma necessidade para a sobrevivência das construtoras, acredita Márcia. “A situação atual é extremamente crítica: alia processos construtivos convencionais, prazos de obras cada vez menores, engenheiros residentes cada vez mais jovens, sem falar da possibilidade iminente de escassez de material no mercado”, descreve. Então, como garantir a entrega da obra no prazo, custo e qualidade desejados? Para isso, o planejamento deve ser cada vez mais antecipado, a fim de evitar paradas na obra, devido à falta de materiais, equipamentos e mão-de-obra.

Segundo o consultor Aldo Dórea Mattos, o planejamento de obra deve ser um processo contínuo. Começa com a delimitação do escopo, ou seja, com a definição do que realmente integra a obra. “Parece lógico, mas não é. Numa obra de estrada, por exemplo, o planejador pode se esquecer de incluir a recuperação de um talude, ou a melhoria de um acesso local, e isso trará interrupção lá na frente. Por isso, a melhor maneira de tratar o escopo é construir uma EAP (Estrutura Analítica do Projeto), uma ‘árvore genealógica’ da obra, em que a cada nível os pacotes de trabalho vão sendo desdobrados em pacotes menores, até que se chegue a atividades simples, individualizadas, mais fáceis de serem mensuradas, delegadas e aferidas”, esclarece Mattos.

Feito isso, passa-se ao cálculo das durações das atividades. Para Mattos, é intuitivo notar a relação intrínseca entre duração e produtividade. Cabe então ao planejador investigar as produtividades usadas durante a orçamentação da obra. “Nessa etapa é preciso tomar cuidado, pois é muito comum que o planejamento traga premissas completamente distintas das usadas no orçamento, o que abre uma brecha para o não-cumprimento”, explica.

O passo seguinte é montar a seqüência executiva. As atividades vão sendo unidas para que o cronograma espelhe uma lógica construtiva coerente com o que vai ser feito no campo. “Um erro corriqueiro é o planejador não envolver as equipes de campo e montar o cronograma com a sua seqüência. Basta o pessoal de campo perceber que o planejamento não segue o que eles têm em mente, para deixarem de acreditar em cronograma e planejamento.”

Leia o resto deste post »


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.