Livro – Lean for Dummies

16 novembro, 2008

Abaixo segue o link de download para o Livro “Lean for Dummies”. O livro é em inglês e apresenta os conceitos LEAN para não especialistas na área.

Aconselho a todos que queiram ler o livro por completo, que se dirijam ao site da Amazon e façam a encomenda. Rápido e fácil.

Leand for dummies

Natalie J. Sayer “Lean For Dummies”
For Dummies (2007-03-06) | ISBN 0470099313 | 384 Pages | PDF | 3.5 Mb

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Reportagem: Planejamento de Obras – É assim que se faz

2 outubro, 2008

Revista Construção Mercado – n. 12 – Julho 2002

Por: Mariuza Rodrigues

O planejamento de obras, por incrível que pareça, ainda é uma incógnita para muitas construtoras brasileiras.

Empresas mais estruturadas até conseguiram aperfeiçoar sistemas de planejamento às suas necessidades e perfil. Mas existe ainda um universo que não descobriu os meandros do planejamento como um meio de melhorar a produtividade e reduzir perdas.

Muitas empresas temem o excesso de burocracia e acreditam que os instrumentos de planejamento não atendem ao seu porte ou método de trabalho.

Essas empresas desconhecem que hoje existem desde métodos mais complexos aos mais simplificados. No último caso, essas ferramentas conseguem atender a empresas de pequeno e médio porte, com resultados positivos em matéria de prazos e custos. “Grande parte dos diagnósticos da construção civil, realizados até hoje, indicam que muitos problemas do setor – baixa produtividade, incidência de perdas, ocorrência de acidentes – têm entre as principais causas a falta de planejamento”, diz Carlos Torres Formoso, do Norie (Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Quem procura informações sobre estratégias de planejamento pode recorrer a livros, sites, softwares e consultorias que tentam desvendar as várias faces do assunto. Entre eles, podemos citar o livro “Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil” (Editora Pini), do engenheiro Pedrinho Goldman, que traça um roteiro básico dessa atividade. Uma das principais características do planejamento, diz o autor, é o elo com os demais departamentos da empresa – arquitetura, financeiro e contábil. Muitas empresas chegam a criar um departamento só para cuidar dessa atividade.

“No entanto, quando começam a crescer, torna-se necessário a centralização de tantos dados e informações”, diz Goldman. Segundo o autor, essa área detém ainda uma importante tarefa junto à engenharia.

“O planejamento responde em conjunto pela escolha dos materiais, apropriação dos serviços e adoção das soluções adotadas no dia-a-dia da obra.”

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Resumo do Livro – A Meta

30 setembro, 2008


A Meta é um Best-seller consagrado, com mais de 2 milhões de exemplares vendidos no mundo e traduzido em mais de 20 idiomas, o livro, adquirido pelo grande público e homens de negócios, foi adotado por mais de 200 faculdades. Escrito em forma de romance, o autor trata dos princípios de funcionamento de uma indústria, questionando o porquê de ela funcionar de determinada forma e como seria possível solucionar os problemas de empresas que estão com atrasos na produção e baixa receita. Com resultados alcançados na prática, o processo de melhoria contínua desenvolvido por Goldratt pode ser aplicado em outras organizações, como bancos, hospitais, seguradoras, e até no ambiente familiar.

Este livro apresentou ao mundo o conceito da Teoria das Restrições (Theory of Constraints) e os passos para implementação em um sistema de produção desbalanceado e com pouca rentabilidade.

Titulo Original: The Goal: a process of ongoing improvement

Título Traduzido: A meta: um processo de melhoria continua

Autor: Eliyahu M. Goldratt & Jeff Cox, 1984

Editora: Nobel

Páginas: 336

Clique abaixo para ver o resumo do livro

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Reportagem: Prato Feito

28 setembro, 2008

por: PINI – Revista Téchne

Encurtar prazos de execução já não é uma novidade na construção civil brasileira. Em geral, a redução – ou dilatação – do cronograma costuma atender à disponibilidade de caixa do cliente. No caso da recém-construída lanchonete da rede McDonald’s na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a determinante foi outra. Na obra de 328 m², a construtora paulistana Verticon conseguiu reduzir o prazo – de 90 para 80 dias – ao aplicar conceitos de racionalização, no caso, a lean construction – ou “construção enxuta”. O novo prédio, com 150 lugares, integra uma rede de 340 pontos de venda no Brasil, número que deve subir para 700 até o ano 2000. A escala de produção e a padronização dos projetos são dois fatores importantes para a adoção da lean construction, assim como o cultivo de poucas e constantes parcerias. A Verticon, por exemplo, está produzindo 25% dos novos pontos do McDonald’s, volume de obras em carteira que coincide com o de outras construtoras com as quais a rede americana trabalha.

Apesar de ser uma obra de pequenas dimensões, as lanchonetes McDonald’s são complexas quanto à infra-estrutura. “As características da atividade da lanchonete exigem instalações elétrica, hidráulica, de ar-condicionado, som e segurança bastante elaboradas”, afirma Orlando Biagini, gerente de desenvolvimento do McDonald’s. João Auada, diretor da Verticon, observa que a redução no prazo não trouxe nenhum prejuízo à obra. “Mantivemos o custo e a qualidade sem aumentar o número de funcionários ou o volume de trabalho no canteiro.”
A obra da Barra seguiu o mesmo padrão construtivo de outras lojas. As fundações empregam estacas pré-moldadas e a estrutura associa alvenaria convencional e estrutural, além de laje de concreto moldada in loco. O mezanino técnico, que acomoda equipamentos de ar-condicionado, exaustores, ventiladores e caixa-d’água, tem estrutura de concreto. Estrutura metálica e telha tipo sanduíche constituem a cobertura, que recebe ainda acabamento de telhas plásticas, usadas também para formação do beiral.

A padronização dos projetos facilita a aplicação da lean construction e permite melhor aferição dos resultados desse modelo de gestão da produção. Isso porque a lean construction se baseia em planejamento. “A proposta é obter um fluxo contínuo de atividades dentro da obra”, define Antonio Sergio Itri Conte, diretor da Logical Systems, consultora na área. Segundo Conte, que faz parte do IGLC (International Group for Lean Construction) e é membro da seção brasileira do Lean Construction Institute, “para melhorar o desempenho não basta eliminar o custo da não qualidade: é preciso eliminar tudo o que não agrega valor e fazer foco no cliente. É importante que a qualidade do trabalho seja percebida por ele”.

De acordo com Conte, a aplicação prática da lean construction se dá em quatro frentes. A primeira delas é a melhoria dos projetos (lean design), em que prevalece o conceito de engenharia simultânea. No McDonald’s, por exemplo, os projetos envolveram diretamente projetistas, construtora e cliente. A sinergia definiu, por exemplo, a opção por telhas metálicas com acabamento de telha plástica. O lean design proporcionou ainda melhoria do layout de produção da lanchonete.
Melhorar as funções de planejamento, programação e acompanhamento das obras é o segundo foco da lean construction. Sergio Conte diz que é preciso assumir as incertezas do dia-a-dia. “O desafio é atingir as metas convivendo com essas incertezas; por isso, mais importante que planejar é ser ágil para replanejar.” Para conseguir essa agilidade, o consultor recomenda que a cada período de controle – diário, semanal ou quinzenal – seja revista toda a alocação de recursos e a seqüência de execução de serviços.

Na obra do McDonald’s da Tijuca, a Verticon adotou o CPM (Critical Path Method), conhecido como “Caminho crítico”, técnica criada em 1958. O CPM é a programação inicial da obra feita junto com o orçamento. Com base nele são formulados o plano diário e o look ahead (olhar adiante), ambos ferramentas do last planner para controle da obra. O last planner (o “último planejador”) é o responsável pelo encaminhamento de todos os processos de uma construção – função assumida, em geral, por um engenheiro. “Ele é o escudo da obra contra as incertezas”, compara Conte.

O look ahead é feito pelo last planner em conjunto com a equipe de produção e os fornecedores. No McDonald’s, o look ahead abrange um prazo de 15 dias. No plano diário são definidos todos os mate-riais, equipamentos e recursos humanos necessários para cada serviço a ser realizado em um determinado dia durante uma semana. No mesmo dia em que monta o plano diário, o last planner avalia o planejamento da semana anterior. “Medimos a qualidade do planejamento da semana anterior, checando quais serviços foram feitos conforme o plano e quais não”, explica Alexandre Scola, diretor-técnico da Verticon. A avaliação do plano diário fornece o número do PPC (Porcentagem do que foi Planejado e efetivamente Concluído). “Por exemplo, se estavam previstas 20 tarefas e apenas 10 foram realizadas, o PPC é 0,5. Isso significa que o engenheiro só fez metade do que estava previsto: ou ele foi muito otimista ou tem problemas – e nesse caso ele vai passar o tempo apagando incêndios”, expõe Sergio Conte.

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Celulas de Produção – O modelo Volvo de Produção Industrial

19 setembro, 2008
Fabrica Volvo - Udevalla / Sucécia

Fábrica da Volvo - Uddevalla / Suécia

A fábrica da Volvo em Uddevalla foi colocada em funcionamento no ano de 1989. Sua implantação foi precedida de um amplo debate e estudos conjuntos entre o Grupo Volvo, Governo da Suécia e setores organizados da sociedade, com participação especial dos sindicatos. O sistema que resultou desse processo dava maior importância ao ser humano do que os outros sistemas desenvolvidos durante o século XX, como os de Ford e Toyota. Uddevalla funcionou dentro do procedimento originalmente concebido até 1992, quando foi fechada, porém contribuiu com alguns princípios que continuam servindo de modelo para as industrias contemporâneas.

Abaixo segue alguns artigos que discutem o modelo volvo de produção (células de produção).

ROBERTO BONDARIK & LUIZ ALBERTO PILATTI - Implantação da Fábrica em Uddevalla: O Modelo Volvo de Produção Industrial. UTFPR

- Demais textos em inglês sobre o assuntos:

CRISTIAN BERGGRENVolvo Uddevalla – A Dead Horse or a Car Dealer’s Dream. An Evaluation of the Economic Performance of Volvo’s Unique Assembly Plant 1982 – 1992.Royal Institute of Thechnology – Stockholm, 1993.
ANTONIO BRANDÃO MONIZ & THIAGO MACHADO – New models of production in automotive industry: some questions. MRPA, 2007

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